Segue o link do melhor tutorial sobre Dialog que encontrei na internet.
*Todas as operações descritas no tutorial também podem ser utilizadas para o xDialog.
Segue o link do melhor tutorial sobre Dialog que encontrei na internet.
*Todas as operações descritas no tutorial também podem ser utilizadas para o xDialog.
Seguem alguns links legais para quem está pensando em construir um cluster ou mais.
Clusters em Linux
http://www.linuxjournal.com/article/4344
http://clusterknoppix.sw.be/
http://tldp.org/HOWTO/Cluster-HOWTO.html
http://www.linuxvirtualserver.org/
http://www.lcic.org/
http://openmosix.sourceforge.net/
Clusters para MySQL
http://www.oreillynet.com/pub/a/databases/2006/02/16/ha_mysql_cluster.html
Clusters em SQL Server
http://www.databasejournal.com/features/mssql/article.php/3456991
Para quem ainda não está completamente familiarizado com a instalação de distribuições a partir do zero, posto aqui um excelente tutorial que encontrei no blog do Bruno Torres sobre a instalação e configuração do Debian “Sarge”.
Este artigo foi retirado do site do Guia do Hardware do Morimoto.
Sua URL é http://www.guiadohardware.net/tutoriais/tres-monitores/
Hoje em dia, é cada vez mais comum que usemos mais de um micro. Pode ser um desktop e um notebook, dois desktops (o primeiro para trabalho e o segundo para testes, por exemplo) e assim por diante.
Com a queda no preço dos equipamentos, o principal limite passou a ser a simples questão da utilidade e não mais a questão financeira. Mesmo alguém com poucos recursos financeiros, mas com vontade de aprender, poderia juntar 3 ou 4 micros usados e passar a fuçar e a usá-los para tarefas diferentes.
Que tal então juntar vários micros e transformá-los em um único desktop? Isso é possível usando o Synergy, uma espécie de KVM via software, que permite transformar dois ou mais monitores (em micros diferentes) em um único ambiente de trabalho, onde o rastro do mouse pode circular livremente entre as telas, acompanhado pelo foco do teclado.
O resultado é algo muito similar ao que temos aos instalar vários monitores no mesmo micro, mas nesse caso utilizando micros diferentes, com sistemas operacionais diferentes. Até mesmo a área de transferência funciona perfeitamente, permitindo que você copie URLs e trechos de texto de um micro para o outro. Tudo é feito via rede, com uma baixa utilização do processador e um excelente desempenho.
Você pode, por exemplo, usar três micros, um rodando o Ubuntu, outro rodando o Mandriva e outro rodando o Windows (por exemplo) e usar simultaneamente aplicativos dos três sistemas. Esta solução é muito interessante para administradores de rede, ou para qualquer um que precise acompanhar várias coisas ao mesmo tempo, ou usar vários sistemas diferentes simultaneamente.
O primeiro passo é ligar todos os micros em rede, o que você muito provavelmente já fez para compartilhar a conexão entre eles. Redes wireless também funcionam bem, desde que o ponto de acesso esteja próximo e a recepção do sinal seja boa em todos os micros.
O passo seguinte é baixar e instalar o Synergy em todos os micros. A página do projeto é a:
http://synergy2.sourceforge.net/
Na página estão disponíveis as versões para Windows, para o OS X além do código fonte e de um pacote RPM destinado ao Fedora. Apesar disso, o pacote está disponível nos repositórios das principais distribuições, de forma que você pode instalá-lo facilmente usando o gerenciador de pacotes, como em:
# apt-get install synergy
# urpmi synergy
# yum install synergy
… e assim por diante.
No Linux, o Synergy é configurado através de um arquivo de configuração, o “.synergy.conf”, que deve ser criado dentro do seu diretório home ou do arquivo “/etc/synergy.conf” (que vale para todos os usuários do sistema) e é acionado via linha de comando. No caso da versão Windows, é usada uma interface de configuração, incluída no instalador.
Como de praxe, o Synergy é dividido em dois componentes: cliente e servidor. O módulo servidor deve ser ativado no PC “principal”, onde vai a configuração e onde o mouse e o teclado estão conectados, enquanto o módulo cliente é executado em todos os demais PCs, que irão se conectar a ele.
O Synergy utiliza uma única porta TCP para a comunicação, a porta 24800, que precisa ficar aberta no servidor. Ao usar um firewall, não esqueça de configurá-lo para manter a porta disponível.
No projeto a seguir vamos configurar o Synergy para criar um desktop com três micros, sendo dois deles Linux e um Windows. No meu caso, o micro principal roda uma instalação do Debian, mas a configuração não muda em outras distribuições, basta que o Synergy esteja instalado.
Os nomes e os endereços IPs dos micros que estou utilizando no exemplo são os seguintes:
|
|
Estação 1 |
Servidor |
Estação 2 |
# /home/$USER/synergy.conf
# Configuração do synergy para 3 micros: hp < semprao > m5section: screens
m5:
semprao:
hp:
endsection: links
semprao:
right = m5
left = hp
m5:
left = semprao
hp:
right = semprao
endsection: aliases
m5:
192.168.1.22
hp:
192.168.1.2
end
Note que usei espaços para formatar o arquivo de forma que ele ficasse mais organizado, mas eles não influenciam a configuração. Como em outros arquivos, você pode usar tabs, espaços e quebras de linha extras para formatar o arquivo da maneira que quiser. Use este arquivo como exemplo, alterando apenas os nomes e endereços IP dos micros.
O arquivo começa com a seção “screens” onde vão os nomes. Como disse, no caso das máquinas Linux é usado o nome especificado no arquivo “/etc/hostname”, enquanto no Windows é usado o mesmo nome especificado na configuração da rede.
Na seção “links” , que é a mais importante do arquivo é especificada a posição relativa de cada máquina, o que explica para o Synergy para onde o rastro do mouse deve ir ao chegar aos cantos da tela.
O “semprao” é o servidor, que está situado entre as duas outras máquinas, por isso especificamos a posição das outras duas máquinas em relação a ele. O m5 está à direita, então usamos a linha “right = m5″ e o hp está à esquerda, o que é indicado na linha “left = hp”. Com essa configuração, quando o cursor do mouse for movido para o canto direito da tela ele irá para o m5 e quando for para o canto esquerdo irá para a tela do hp.
Em seguida fazemos o mesmo para os outros dois micros, explicando que o a tela do do semprao está à esquerda do m5 e à direita do hp.
Uma configuração que é útil ao usar três telas é fazer com que ao chegar no canto esquerdo da primeira tela o mouse vá para o canto direito da terceira tela, fechando um círculo. Isso facilita as transições, já que o mouse pode ir direto da primeira para a terceira tela, e vice-versa, sem passar pela tela central. Para isso, é necessário apenas fazer uma modificação na seção “links”, especificando que a terceira tela está ao lado da primeira e vice-versa:
section: links
semprao:
right = m5
left = hp
m5:
right = hp
left = semprao
hp:
right = semprao
left = m5
Finalmente, temos a seção “aliases”, onde são especificados os endereços IP das máquinas. Note que não é necessário especificar o endereço IP do servidor, já que ele é aonde o Synergy está rodando.
Se forem apenas dois micros, a configuração fica mais simples, basicamente você precisa apenas remover as referências ao terceiro micro:
# /home/$USER/synergy.conf
# Configuração do synergy para 2 micros: semprao > m5
section: screens
m5:
semprao:
endsection: links
semprao:
right = m5
m5:
left = semprao
endsection: aliases
m5:
192.168.1.22
end
Concluindo, este é um exemplo um pouco mais complexo, onde adicionamos mais dois micros (5 no total! :o), acima e abaixo da tela principal. Esse seria realmente um super-desktop, destinado a cobrir toda a sua área de visão. O micro acima é o “f14″ e o abaixo é o “bismark:
# /home/$USER/synergy.conf
# Configuração do synergy para 5 micros: hp < semprao > - m5 / f14 \ bismark
section: screens
m5:
semprao:
hp:
f14:
bismark:
endsection: links
semprao:
right = m5
left = hp
up = f14
down = bismark
m5:
left = semprao
hp:
right = semprao
f14:
down = semprao
bismark:
up = semprao
endsection: aliases
m5:
192.168.1.22
hp:
192.168.1.2
f14:
192.168.1.23
bismark:
192.168.1.24
end
Com o arquivo criado no servidor, falta apenas ativar o Synergy e efetuar a conexão a partir dos clientes.
Para ativar o Synergy no servidor, use o comando abaixo:
$ synergys –daemon –restart
O parâmetro “–daemon” faz com que ele rode em background, sem obstruir o terminal, enquanto o “–restart” faz com que ele reinicie automaticamente em caso de erro, sem interromper a conexão.
Para que o micro Linux se conecte ao servidor, usamos o comando:
$ synergyc –daemon –restart 192.168.1.10
… onde o “192.168.1.10″ é o endereço IP do servidor ao qual ele vai se conectar (o comando é o mesmo se você usar vários clientes, como no exemplo dos 5 monitores). Note que muda apenas a última letra no comando referente ao servidor e no referente ao cliente. Ambos os comandos devem ser sempre executados usando seu login de usuário, não como root.
Se por acaso você encontrar problemas, pode fazer com que os dois comandos exibam as mensagens de erro no terminal substituindo o “–daemon –restart” por “-f”.
Depois de feita a conexão, experimente passear com o mouse entre os dois desktops e abrir programas. Você pode também colar texto e até mesmo imagens de um desktop para o outro, usando o Ctrl+C, Ctrl+V, ou usando o botão do meio do mouse (no caso das telas das máquinas Linux). Para transferir arquivos, você pode usar o SSH, ou criar um compartilhamento de rede, usando o Samba ou o NFS.
Depois de testar, aproveite para criar ícones no desktop, de forma a não precisar ficar executando os comandos manualmente a cada boot. O comando para o atalho no servidor é:
killall synergys; synergys –daemon –restart
E o para o atalho do cliente é:
killall synergyc; synergyc –daemon –restart 192.168.1.10
Veja que ambos os comandos começam matando qualquer instância aberta antes de executar o comando. Isso é importante para evitar que ele seja carregado repetidamente ao clicar mais de uma vez sobre o atalho:
Muito provavelmente você vai querer que os terminais abram o Synergy automaticamente durante o boot, permitindo que você remova os teclados e mouses dos clientes, deixando apenas o teclado e mouse do servidor.
Para isso, é preciso fazer duas coisas. A primeira é ativar o autologin e o segundo é copiar o ícone com o comando para ativar o servidor para a pasta “/home/$USER/.kde/Autostart” (no caso das distribuições baseadas no KDE) ou “/etc/xdg/autostart/” (no caso das baseadas no Gnome).
Em seguida temos a configuração da versão Windows do Synergy, que é configurada através de um utilitário gráfico. A versão Windows pode ser tanto usada como cliente quanto como servidor, de forma que você pode colocar a máquina Windows na posição central e usá-la para controlar as máquinas Linux se preferir.
Para usar o Windows como cliente, marque a opção “Use another computer’s shared keyboard and mouse (client)”, especifique o endereço IP do servidor e clique no “Start!” para ativar a conexão.
Para que ele passe a ser inicializado junto com o sistema, permitindo que você desconecte o mouse e o teclado do cliente, acesse a opção “Autostart” e ative a opção “When Computer Starts”, o que faz com que a conexão funcione na tela de login, permitindo que você use o mouse e teclado do servidor para efetuar o login na máquina Windows. Para usar esta opção, você deve estar logado no Windows usando uma conta com privilégios administrativos:
Para usar a máquina Windows como servidor, marque a opção “Share this computer’s keyboard and mouse” e clique no “Configure” para ajustar a configuração das telas, o mesmo que fazemos no Linux ao editar o arquivo “.synergy.conf”.
No campo “Screens” você deve incluir os nomes dos micros (incluindo o servidor) e no campo “Links” definir a posição relativa da tela de cada um, como fazemos na seção “links” da configuração no Linux:
Concluindo, temos também algumas opções de configuração adicionais que podem ser usadas para tornar o ambiente mais confortável de usar.
Por exemplo, originalmente, o rastro do mouse muda de uma tela para a outra simplesmente por chegar ao canto da tela. Isso pode ser um pouco desagradável em muitas situações, pois é justamente nos cantos da tela que ficam as barras de rolagem, bordas e botões da janela, onde você precisa clicar com freqüência.
A resposta para o problema é a opção “switchDelay”, que permite especificar um tempo de espera em milessegundos antes do mouse mudar para outra tela. Ele evita transições involuntárias, pois você precisa realmente manter o mouse no canto da tela por uma fração de segundo para mudá-lo para a outra tela.
Para usar a opção inclua-a no final do arquivo .synergy.conf, logo abaixo das linhas que adicionamos anteriormente, como em:
section: options
switchDelay = 250
end
Como pode ver, ela vai dentro de uma nova seção a “options”, que não incluímos antes no arquivo por que não tínhamos nada a declarar. O “250″ é o tempo em milessegundos que o synergy espera antes de fazer a transição de telas; este é o valor que eu considero mais confortável, mas você pode testar intervalos maiores ou menores até achar o ideal para você.
Outra configuração útil é a heartbeat que faz com que seu micro detecte a desconexão dos outros micros configurados (quando eles forem desligados, por exemplo), desativando o uso das telas virtuais até que eles se reconectem. Ela pode ser incluída dentro da seção “options”, junto com a switchDelay (o 5000 indica o tempo entre as verificações, no caso 5 segundos):
section: options
switchDelay = 250
heartbeat = 5000
end
Mais uma opção útil é a “switchCorners”, que faz com que o Synergy trave os cantos da tela, permitindo que você clique no botão iniciar, nos botões de fechar e redimensionar janelas e outras funções sem mudar para as telas adjacentes. Ao usar esta opção, o chaveamento é feito apenas pelo espaço central da tela, o que torna o sistema bem mais confortável. Para usar a opção, adicione as linhas abaixo dentro da seção “options”, logo abaixo da linha “heartbeat = 5000″:
switchCorners = all
switchCornerSize = 50
O “50″ indica o tamanho (em pixels) da área que será considerada como canto pelo Synergy. No caso estou reservando os 50 pixels superiores e inferiores.
Outra opção útil, sobretudo ao usar três telas dispostas horizontalmente, é utilizar teclas de atalho para chavear entre elas. Para isso, você pode utilizar a opção “keystroke”, especificando uma sequência de atalho e o nome da tela para a qual irá o cursor, como em:
keystroke(Alt+Z) = switchToScreen(hp)
keystroke(Alt+X) = switchToScreen(semprao)
keystroke(Alt+C) = switchToScreen(m5)
Juntando tudo, teríamos:
section: options
heartbeat = 5000
switchDelay = 250
switchCorners = all
switchCornerSize = 50
keystroke(Alt+Z) = switchToScreen(hp)
keystroke(Alt+X) = switchToScreen(semprao)
keystroke(Alt+C) = switchToScreen(m5)
end
No caso da versão Windows do Synergy, estas opções podem ser configuradas através das opções “Options” e “Hot Keys” da tela principal.
Este artigo foi retirado do site do Guia do Hardware do Morimoto.
Sua URL é http://www.guiadohardware.net/tutoriais/basico-linux/
Este tutorial é voltada principalmente aos iniciantes, que nunca tiveram muito contato com o Linux, mas que gostariam de testar ou aprender com mais profundidade este sistema operacional tão badalado atualmente.
Você vai descobrir que instalar e usar o Linux pode ser tão fácil quanto instalar e usar o Windows 98, com a vantagem de se ter a disposição um sistema operacional totalmente gratuíto, riquíssimo em recursos e que pode ser completamente personalizado e até mesmo alterado, caso você domine alguma linguagem de programação
Parte 1: Entendendo os conceitos básicos
Ao contrário do Windows, Mac OS, OS/2 e outros sistemas operacionais comerciais, o Linux é completamente gratuíto. Porém, o fato de ser gratuíto, não significa que seja de domínio público. Tanto o Kernel, quanto a maioria dos aplicativos para Linux são distribuídos sob uma licença especial, chamada de GNU. A GNU especifica que o programa pode ser distribuído livremente, e até mesmo alterado, porém, devem ser mantidos os créditos ao autor original, assim como podem ser incluídos créditos para quem vier a contribuir no desenvolvimento do programa.
A existência da GNU protege quem trabalha no desenvolvimento dos programas, ao mesmo tempo que protege os próprios usuários. Não existe um “dono” do Linux, existem sim “autores do Linux”, isto significa que jamais este sistema poderá vir a se tornar um sistema comercial, como o Windows por exemplo.
Você pode perguntar então: “-Ok., mas eu já vi várias caixas com CDs do Linux, sendo vendidas em lojas, como por exemplo o Linux da Conectiva, que é vendido por cerca de 80 reais, como fica a GNU nessa história?”
Como disse, o Linux pode ser distribuído livremente. Você pode inclusive gravar um CD com o Linux e mais alguns programas e vendê-lo para quem se interessar. Isto é o que chamamos de “distribuição”. Significa que você pode até mesmo ganhar dinheiro vendendo CDs do Linux, mas não pode estabelecer nenhum tipo de restrição de uso, inclusive contra cópias. Ao comprar apenas um CD, você pode instala-lo em quantas máquinas quiser, e até mesmo copia-lo e distribuir para amigos, sem incorrer em pirataria. Este é o significado de “software livre”. Você pode cobrar pela gravação do CD, pelos manuais, pelo suporte técnico, mas o software em sí continua sendo de livre distribuição.
A diferença entre comprar uma distribuição do Linux, como a da Conectiva, e simplesmente baixar o sistema pela Internet, é que você tem a comodidade de receber CDs com vários aplicativos, manuais, suporte técnico etc. coisas que você não teria caso fosse instalar na unha.
Existem no mundo basicamente três distribuições do Linux, a Red Hat, a Slackware e a Debian. O Linux é o mesmo, porém, cada distribuição vem com um conjunto diferente de aplicativos. Cada distribuição também vem com certas facilidades, como por exemplo um instalador gráfico, pré configurações, etc.
A distribuição da Conectiva é baseada na Red Hat, e é a que eu recomendo, principalmente para quem está começando, pois tem uma instalação extremamente simples, e boa parte dos aplicativos vem traduzidos para o Português. A última versão do conectiva Linux é a versão 5. As versões anteriores são respectivamente a 4, Guarani (que corresponde à versão 3), Marombi (versão 2) e Parolin (a 1º versão).
Existem três versões diferentes do Conectiva Linux 5, a completa que vem com os 5 CDs, dois manuais, e 30 dias de suporte, que custa 88 reais, a versão que vem com os 5 CDs, 30 dias de suporte, mas sem os manuais (que podem ser encontrados em versão digital dentro dos CDs) que custa 43 reais, e finalmente a versão mais barata, que vem com apenas 2 CDs, sem direito a suporte nem manuais, mas que custa apenas 22 reais. Todas as versões podem ser encontradas em lojas, ou compradas diretamente no site da Conectiva, http://www.conectiva.com.br
Se não quiser gastar dinheiro, existe a opção de baixar os arquivos de graça, no próprio site da conectiva (na seção de Download), e grava-los num CD. No site também estão disponíveis os manuais, na seção “documentação”.
Se você está procurando uma distribuição ainda mais amigável, eu recomendaria o Linux da Corel. O Corel Linux é baseado na distribuição Debian, mas o pessoal da Corel também fez a sua parte, incluindo um instalador gráfico incrivelmente simples e recursos interessantes, como instalar o Linux na mesma partição onde já está instalado o Windows 95/98, dispensando o usuário de reparticionar o disco. Atualmente o Corel Linux é a distribuição mais amigável que eu conheço.
Saiu um CD com o Corel Linux na PC Expert nº 13 (a do mês passado se não me engano), mas os arquivos também estão disponíveis para download no site da Corel.
Existem várias outras distribuições do Linux, se você for a uma banca de jornal grande vai encontrar pelo menos 2 ou 3 revistas com CDs do Linux. Atualmente praticamente todas as distribuições do Linux são extremamente amigáveis. Esqueça aquele papo de que o Linux é complicado. Se era não é mais.
Parte 2: Instalando sem traumas
Uma característica interessante do Linux é a possibilidade de instala-lo junto com qualquer outro sistema operacional. isto significa que você pode manter o Windows 95/98 ou Windows 2000 instalado na máquina, em dual boot com o Linux.
O único problema é o espaço. Provavelmente o seu HD estará particionado em uma única partição. Existem duas saídas, você pode usar um programa como o Partition Magic (www.powerquest.com.br) para diminuir o tamanho da partição atual, deixando espaço para criar uma nova partição para o Linux, ou então fazer um backup dos seus dados e reparticionar o disco rígido. Vai do que você acha mais prático. Para mais detalhes sobre particionamento do disco rígido, leia nosso tutorial, http://www.guiadohardware.net/tutoriais/021/
No CD do Linux você também encontrará um utilitário chamado FI`PS.EXE no diretório “Dosutils”. Ele também serve para reparticionar o disco rígido sem perder dados, mas não é tão fácil de usar quanto o Partition Magic. Tente seguir com atenção as instruções do programa pra não fazer nenhuma besteira com seus dados.
Lembra-se do Linux da Corel que eu comentei no inicio deste tutorial? Ele traz uma funcionalidade adicional, pois permite ser instalado na partição do Windows 98. Isso é bem prático, pois lhe poupa de reparticionar o disco. Para isso basta escolher “Install in Dos/Windows Partition” durante a instalação do programa.
Se você estiver instalando o Linux da Conectiva, ou outra distribuição, o procedimento é o seguinte. Depois de ter reparticionado o disco rígido, deixando espaço para a partição do Linux, coloque o CD do Linux na bandeja e acesse (pelo DOS) o diretório DOSUTILS do CD. Ainda no prompt do DOS digite o comando “RAWRITE”. O programa perguntará “Enter disk image source file name”, digite “D:\imagens\boot.img”, presumindo que D: seja a letra do seu CD-ROM. Se você estiver instalando um Linux em Inglês o diretório será “images” e não “imagens”
Pronto, você fez um disco de boot do Linux. Basta agora dar boot por este disquete, com o CD na bandeja para começar a Instalação. No caso do Linux da Conectiva a instalação é bem simples, qualquer dúvida basta consultar o manual.
Aqui vão algumas dicas:
Quando for perguntado qual utilitário você deseja usar para reparticionar o disco, escolha o Disk Druid, ele é bem fácil de usar. Crie uma partição “Linux Native” onde será instalado o Linux (recomendo reservar pelo menos 600 MB) e outra partição “Linux Swap” menor. Como você deve ter percebido, no Linux você pode criar uma partição separada para a memória virtual. Eu recomendo uma partição Linux Swap de 128 MB caso você tenha 64 MB de memória ou menos, ou uma de 64 MB caso você tenha 128 B de memória ou mais. Quanto o programa lhe perguntar sobre o “ponto de montagem”, responda “/”.
Quando for perguntado em que porta está o mouse, responda ttyS0 ou ttyS1, que correspondem respectivamente a COM1 e COM2
Para deixar o Windows e Linux em dual boot, você deve instalar primeiro o Windows e em seguida o Linux. Durante a instalação do Linux será instalado o Lilo que é o gerenciador de Boot do Linux. Quando perguntado, responda que deseja instalar o Lilo na trilha MBR do HD. Em seguida ele mostrará uma tabela com as partições de disco pelas quais o micro poderá ser inicializado. Na lista aparecerão a partição do Linux e a partição do Windows. Selecione a partição Windows e nas propriedades digite um apelido para ela, “Win98″ por exemplo, qualquer coisa que você ache fácil de digitar.
Você acabou de configurar o Lilo para deixar o Windows e Linux em Dual Boot. Logo que ligar o micro aparecerá uma mensagem “Lilo Boot:”. Para inicializar o Windows digite o apelido que deu “Win98″ por exemplo, e tecle enter. Se quiser entrar no Linux simplesmente tecle enter sem digitar nada.
Voltando à instalação do Linux, no finalzinho ele lhe pedirá para informar uma senha de superusuário. O Linux é um sistema multiusuário, e o superusuário ou ROOT (no caso você) é o único que tem permissão para fazer o que quiser na máquina.
Terminada a instalação, o sistema pedirá um login. Digite “Root” e informe a senha. Como disse, o Root é quem tem permissão para fazer o que quiser no sistema, inclusive besteira. Por isso, uma recomendação geral é que depois de configurar tudo que quiser, você crie uma conta de usuário e passe a se logar por ela. Logando-se como um usuário comum você não poderá fazer nenhuma besteira no sistema, mesmo que quiser. Naturalmente você pode continuar se logando como Root se quiser, afinal o micro é seu.
Depois de terminada a instalação você deve estar ansioso para entender como o Linux funciona. A primeira coisa a entender é que no Linux você pode usar o sistema tanto em modo texto, num prompt de comando a lá DOS ou no modo gráfico. Por default o Linux iniciará em modo texto, para entrar no modo gráfico basta dar o comando “startx”. Para mudar a interface gráfica clique com o botão direito sobre uma área vazia, escolha “Quit” e em seguida “Switch to”. Agora é só escolher uma das outras que estarão listadas. Ao digitar startx de novo, o Linux abrirá a ultima interface que escolheu.
Se você optou pela instalação completa, foram instaladas várias interfaces gráficas, você pode escolher qual gosta mais. A que eu gosto mais é o KDE, que você acessa digitando “KDE” do prompt de comando. A interface do KDE é bem parecida com a do Windows 98, por isso você não terá maiores dificuldades em lidar com ele.
Não existem grandes diferenças de funcionalidade entre as interfaces gráficas, pois os programas rodam em todas, o que muda é mais o visual mesmo. Se você está se perguntando como pode ser possível a existência de tantas interfaces compatíveis entre sí, aqui vai uma explicação um pouco mais técnica:
O sistema operacional Linux em sí é composto pelo Kernel. O Kernel do Linux inclui todas as funções básicas do sistema. Todos os demais aplicativos rodam sobre o Kernel. Primeiro temos um bash, que nada mais é do que a interface de comando, em modo texto. O bash tem como função traduzir os comandos para as instruções entendidas pelo Kernel. A interface gráfica do Linux é controlada por um outro aplicativo, chamado Xserver. O Xserver é quem controla o funcionamento de todos os programas que rodam em modo gráfico, cria as janelas, etc. A interface gráfica simplesmente traduz os comandos do Xserver na forma de janelas, menus etc. Todas as Interfaces gráficas, seja o KDE, After Step, Window Maker, etc. rodam sobre o mesmo Xserver e por isso tem recursos parecidos, apesar do visual ser totalmente diferente.
A seguir veremos como o Linux organiza os arquivos, como acessar os arquivos da partição do Windows apartir do Linux e os comandos básicos do prompt de comando.
Parte 3: Dicas de uso
Prompt x Interface gráfica
Diferente do que vemos no Dos, que atualmente não passa de uma espécie de acessório do Windows 98, tendo como objetivo apenas rodar programas antigos, o Prompt de comando do Linux é extremamente poderoso. se você estiver disposto a encarar alguns comandos mais complicados, toda a configuração do sistema pode ser feita diretamente pelo prompt. A versatilidade é tão grande que existem até alguns masoquistas que preferem usar o Linux em modo texto, já que existem programas em interface texto para quase tudo.
Lógico que dispensar a interface gráfica não é algo muito produtivo, afinal ela esta lá justamente para simplificar as coisas, mas é legal que você saiba pelo menos “se virar” no prompt.
Os diretórios
no Windows 98, o que geralmente se entende por “diretório raiz” nada mais é do que a unidade C: do disco rígido. No Linux o conceito de diretório raiz é um pouco diferente. O seu CD-ROM por exemplo não aparecerá como “D:” mas sim como /mnt/cdrom . Aliás, no Linux são usadas barras comuns para indicar um diretório, como em “/proc/” e não barras invertidas ( \ ), como no Windows;
O diretório Raiz do Linux inclui tudo, tudo mesmo, desde discos rígidos e CD-ROMs, até a porta de impressora por exemplo. Você vai achar isso um pouco confuso no começo, mas depois de se acostumar vai achar muito prático, principalmente por que a criação de atalhos permite acessar qualquer diretório apartir de qualquer ligar. Se você quiser, pode por exemplo criar um diretório “Fernando”, quer servirá para acessar o seu CD-ROM.
Comandos do prompt
Como disse, apesar da interface gráfica ser muito mais fácil de usar, é bom você ter pelo menos uma boa noção de como as coisas funcionam pelo prompt de comando, isso vai lhe dar um domínio muito maior sobre o sistema. Aqui estão alguns comandos básicos:
cd :
Serve para acessar os diretórios, como no DOS. “CD /” volta ao diretório Raiz, e “CD ..” sobe um diretório. Para abrir o diretório “/proc” por exemplo, digite “CD proc”
startx :
Serve para abrir a interface gráfica apartir do prompt
ls :
corresponde ao DIR do dos,
ls |more :
se houver muitos arquivos na pasta, o “|more” serve para pausar a listagem, para que você consiga ler tudo
man :
esse comando quebra um galhão, serve para acessar os manuais do comandos. Se você tiver dúvida sobre um comando qualquer basta digitar “man comando” como por exemplo “man ls”. ele vai abrir um arquivo de texto com todos os detalhes sobre o comando. Para sair, pressione “q”
cp :
para copiar arquivos, corresponde ao “copy” do DOS
rm :
para deletar arquivos, corresponde ao del do DOS
mkdir :
para criar um diretório, “mkdir fernando”
rmdir :
para deletar um diretorio “rmdir fernando”.
cat :
serve para ver o conteúdo de um arquivo. Por exemplo, “cat carta” mostra o conteúdo do arquivo “carta”
Lembre-se que o Linux distingue letras maiúsculas e minúsculas. “ls” é um comando enquanto “Ls” é só mais um erro.
Montando e desmontando
Para tornar acessível o seu CD-ROM, disquete, ou mesmo uma partição que use um formato de arquivos incompatível com o Linux, como por exemplo uma partição Fat32, é preciso usar o comando “mount”.
Para acessar o CD-ROM digite: “mount /mnt/cdrom”
Se você quiser trocar o CD que está na bandeja, você deverá primeiro “desmontar” o CD-ROM, com o comando “umount /mnt/cdrom”. Depois de trocar o CD é só dar novamente o comando de montagem.
No KDE você pode montar e desmontar o CD-ROM simplesmente clicando com o botão direito sobre o ícone correspondente na área de trabalho. Como disse, a interface gráfica está aqui para simplificar as coisas
Acessando a partição do Windows a partir do Linux
Se você seguiu a dica anterior, e instalou o Windows 9x e o Linux em dual boot na mesma máquina, e quer acessar os arquivos que estão na partição Windows apartir do Linux, é só seguir as dicas abaixo:
Primeiro verifique qual é a partição onde o Windows está instalado. digite “fdisk” no prompt e escolha a opção “p” isso irá mostrar todas as partições do disco rígido, a sua partição Windows provavelmente aparecerá como “/devhda1″. Anote e tecle “q” para sair.
Estando no prompt, digite “cd /” e crie um diretório “windows” (pode ser outro nome qualquer) com o comando “mkdir windows”. Agora é só dar o comando:
mount /dev/hda1 /windows –t vfat
Pronto, agora é so dar um “dir windows” para acessar todos os arquivos que estão na partição Windows. Você pode acessar os arquivos apartir da interface gráfica.
Obs: Este recurso so funcionacom as distribuições do Linux que usam o Kernel 2.2 ou mais atual. Se você estive usando uma distribuição muito antiga, pode ser que os nomes dos arquivos apareçam truncados.
Instalando programas
Geralmente, os programas para Linux vem na forma de arquivos qualquercoisa.tar.gz . O “.gz” indica que o arquivo está compaqtado, enquanto o “.tar” indica que o arquivo foi empacotado, ou seja, vários arquivos foram juntados na forma de um único arquivo.
Para descompaqtar e desempacotar, basta um único comando:
tar zxvf nome-do-pacote.tar.gz
Os arquivos aparecerão numa subpasta, no mesmo diretório do arquivo original. Daí é só clicar no executável pela Interface gráfica para iniciar a instalação do programa.
Finalizando
Assim como no Windows, antes de poder desligar o micro você precisa finalizar o sistema operacional. Desligar o micro “na lata” pode danificar seus arquivos.
Para desligar o micro use o comando:
shutdown –r now
ou simplesmente pressione Ctlr + alt + del apartir do prompt de comando.
Estes são apenas algumas dicas básicas. Se você quiser se aprofundar mesmo no Linux, o melhor é ler os manuais. Você vai encontrar muita informação em Português no http://www.conectiva.com.br/doc/livros , http://www.metainfo.org/focalinux/ , ou no http://linux.ispgaya.pt/manual2/linuxman.html
Se você topar textos em inglês, pode também dar uma olhada nos howtos, que são um conjunto de documentos divididos por assunto, que visam tirar as dúvidas do usuário sobre qualquer assunto específico. Você encontra em http://howto.tucows.com/LDP/index.html
Se estiver procurando programas for Linux para Download, um bom lugar é o http://matrix.linux.tucows.com/software.html
É bem mais produtivo procurar as informações que deseja nos manuais, antes de incomodar outros com perguntas muito básicas. Lembre-se que se você não tiver saco para estudar um pouco, outros podem não ter saco para responder suas perguntas.